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Húmus de Minhoca como fertilizante -composição-

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Artigo Húmus de Minhoca como fertilizante -composição-

Mensagem por Vany em Qui Mar 18, 2010 9:29 am

Húmus de Minhoca.

As minhocas são animais anelídeos da classe Oligoqueta, ordem Haplotaxida, distribuídas pelos solos úmidos de todo o mundo, algumas de apenas centímetros e outras com um a dois metros de comprimento, casos nos quais são conhecidas pelos nomes populares como minhocuçu, bichoca e isca. O seu corpo é formado por anéis e vivem enterradas, escavam galerias e canais, buscando abrigo e restos vegetais, seu principal alimento, ingerido com grandes quantidades de terra. Elas são, portanto, animais detritívoros, pois se alimentam de detritos de várias origens, que compõem o húmus.

O processo de formação do húmus é chamado humificação e pode ser natural, quando produzido espontaneamente por bactérias e fungos do solo, ou artificial, quando o homem induz a produção de húmus, adicionando produtos químicos e água a um solo pouco produtivo. Vários agentes externos como a umidade e a temperatura contribuem para a humificação. Na formação do húmus há liberação de diversos nutrientes, mas é de especial consideração a liberação de nitrogênio.
Húmus é um fertilizante que se origina do processo biodigestivo das minhocas muito comumente encontradas em solos ricos em matéria orgânica. O esterco de *** é o alimento preferido das minhocas vermelhas da Califórnia, as mais usadas nas criações. Na falta deste, qualquer matéria orgânica em decomposição, tais como restos de alimentos, frutas, folhas secas, restos de grama, também serve de alimento.

Durante o processo, a matéria orgânica é ingerida junto com a terra e auxiliada pela flora intestinal especifica presente nesses anelídeos. O resultado da digestão é o “húmus de minhoca”. Um fertilizante rico em “macros” e “micros nutrientes” que são essenciais para um desenvolvimento exuberante dos vegetais. Na verdade as minhocas detritívoras alimentam-se do substrato e eliminam seu esterco sobre a massa desse substrato, substituindo, de cima para baixo, o esterco bioestabilizado por seus excrementos, que são denominados de Húmus de Minhocas.

Além disso durante seu processo digestivo as minhocas promovem um aumento da população de micro-organismos, principalmente bactérias benéficas aos processos agrícolas, fazendo com que o húmus e minhocas seja também uma excelente fonte de micro-organismos para solos degradados e sem vida.
Encontrado facilmente em lojas de produtos de jardinagem, o húmus é classicamente usado, principalmente, em preparações de solo para jardins, vasos, hortas e etc, pois não é necessário “tratá-lo” e como todos sabem, ótimos resultados são obtidos.

O húmus é neutro ou levemente alcalino. Principais nutrientes encontrados e suas funções:


  • Nitrogênio (N): desenvolve as folhas e dá a cor verde-escura, própria dos vegetais;
  • Fósforo (P): auxilia a fixação da planta no solo. Fortalece as raízes e contribui para formação dos frutos;
  • Potássio K): contribui para o fortalecimento geral da planta, tornando-a mais resistente às doenças.


Ao ingerir o substrato, a minhoca o digere, promovendo a degradação de uma série de substâncias como a celulose e outras biomoléculas existentes na Matéria Orgânica ingerida, dessa forma o esterco das minhocas detritívoras é uma forma mais decomposta de matéria orgânica, o que facilita a sua degradação por micro-organismos do solo e facilita a liberação de nutrientes para a solução do solo, por esse motivo tem uma melhor ação como fertilizante orgânico que os estercos de outros animais, como os bovinos.

A aplicação do húmus como fertilizante de substratos para aquários é algo mais recente. E por causa da grande quantidade de elementos não aproveitáveis no aquário, tais como: ovos de minhocas, serragem, areia, larvas de insetos, bactérias patogênicas, sanguessugas, folhas, etc e por não haver uma padronização dos métodos de produção do húmus sua inserção direta no aquário pode acarretar em problemas para o desenvolvimento sadio do aquário.

Há também uma outra variedade de húmus, conhecido como: “Húmus Vegetal”. Que é encontrado pronto para o uso em aquários, dentre as marcas encontradas nas lojas do ramo, a que mais se destaca é a PRODAC, com o “Húmus Plus”.O húmus vegetal já havia sido introduzido para uso em aquários a alguns anos, antes do estouro de popularidade atual do aquarismo plantado no Brasil, porém o seu uso não se tornou popular entre os aquaristas brasileiros, principalmente pelo fato de que era um produto importado, pouco divulgado e o conceito de aquário plantado, como conhecemos hoje, ainda estava começando a ser introduzido no Brasil.

Com o passar do tempo, e com a evolução dos conceitos e técnicas de elaboração dos aquários plantados que exigem substratos férteis, o húmus acabou voltando à cena como coadjuvante dessa nova linha de aquarismo por vários motivos, entre eles:


  • Havia poucas opções de fertilizantes para aquários disponíveis no mercado, os existentes, por serem importados, eram muito caros para maioria e muitas vezes inacessíveis em várias localidades. O Húmus de minhoca podia ser encontrado em qualquer loja de jardinagem ou até em supermercados, com preço acessível, insignificante se comparado aos fertilizantes importados;
  • Os detalhes de preparo e aplicação foram aperfeiçoados e amplamente difundidos pela internet;
  • Fácil de ser encontrado em qualquer região do país, podendo inclusive ser produzido em casa;
  • Seu modo de preparo para uso em aquário é simples;
  • Sua eficiente é comprovada por inúmeros exemplos espalhados pela internet;
  • Contem todos os elementos nutricionais que as plantas exigem:
    Macronutrientes: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S).
    Micronutrientes: Manganês (Mn), Ferro (Fe), Cobre (Cu), Zinco (Z), Cobalto (Co), Boro (B) e Molibdênio (Mo);

  • Por ser um produto natural, a sua dosagem não afeta as plantas e peixes. Diferentemente dos fertilizantes químicos que possuem toxidade em decorrência da quantidade;
  • Dependendo da sua qualidade, fornecerá nutrientes para as plantas durante anos;
    Tem alto índice de trocas catiônicas, por isso, retêm seus elementos macro e micro, liberando-os dosadamente, tornando a adubação mais eficaz e duradoura.

  • Comparado a um “solo fértil natural” o húmus apresenta 5 vezes mais Nitrogênio, 2 vezes mais Cálcio, 4 vezes mais Magnésio, 7 vezes mais Fósforo e 11 vezes mais Potássio;
  • Tamanhos Granulométricos adequado, facilitando a formação das raízes;
  • O Húmus de Minhoca, devidamente tratado, não oferece riscos de fermentação. Caso comum ao usar terra vegetal, por conter material biológico parcialmente decomposto;
  • É barato, é encontrado praticamente em qualquer lugar, o processo de tratamento é relativamente simples;
  • É um produto natural e biodegradável, por tanto ecológico. O descarte do substrato poderá ser usado como fertilização de jardins, vasos e etc.


A evolução da matéria orgânica:

1ª fase: É bastante rápida, humificação da matéria orgânica, quando os detritos vegetais são enterrados entram em decomposição sob a
ação de microrganismos, tornando a matéria orgânica em produtos cada
vez mais simples.

2ª fase: É muito lenta, mineralização do húmus, o húmus depois é atacado por outros microrganismos que o destroem
progressivamente (1 a 2% por ano), libertando desse modo as substancias
minerais que serão absorvidas pela planta.

Análise Média da composição do Húmus de Minhoca:

Umidade........................................... 45 a 58%
pH.................................................. 7,11 a 7,54
Matéria Orgânica................................. 42 a 56%
Nitrogênio......................................... 1,66 a 2,04%
Fósforo............................................ 1,42 a 3,82%
Magnésio.......................................... 0,88 a 1,32%
Ferro............................................... 0,82 a 1,84%
Potássio........................................... 1,44 a 2,23%
Manganês......................................... 552 a 767
Zinco............................................... 418 a 1235
Cobre.............................................. 193 a 313
Cobalto............................................ 15 a 37
Carga Bacteriana................................. 5x10.8 a 2x10.12


Húmus após o “Tratamento”.

O questionamento quanto à perda acentuada de nutrientes devido ao tratamento: lavagem e fervura é certamente compreensível, pois realmente parte dos nutrientes são perdidos, mas os fatos apontam que o procedimento é eficiente e acima de tudo necessário. Como material mineralizado de origem biológica o Húmus de Minhoca carrega uma imensa carga bacteriana do solo, além disso, pode eventualmente trazer consigo alguns patógenos e fungos indesejáveis para o aquário. O tratamento diminui não somente os riscos da sua aplicação nos aquários, mas também a carga nutritiva, mesmo assim tende a continuar sendo um material altamente nutritivo para as plantas.

Veja o resultado de uma análise química de uma amostra de Húmus de Minhoca Tratado, para uso em aquários.

Analise do “Húmus Tratado”:

pH:.................................................................7,4
Fósforo:........................................................ 312,4 mg/dm³ = ALTO
Potássio:....................................................... 255,7 mg/dm³ = ALTO
Cálcio:.......................................................... 5,60 cmol/dm³ = ALTO
Magnésio:..................................................... 4,60 cmol/dm³ = ALT
Alumínio:...................................................... 0,00 cmol/dm³ = O alumínio é tóxico.
Acidez potencial:.......................................... (H+Al): 1,70 cmol/dm³ = BAIXA é melhor.
Soma de Bases:............................................. 10,85 cmol/dm³ = ALTO
Capacidade de Troca de Cátions (CTC):... 12,55 cmol/dm³ = ALTO
Saturação de Bases (V):............................... 86,46% = ALTO
Matéria Orgânica:........................................ 3,01 dag/dm³ = ALTO
Ferro:............................................................. 76,1 mg/dm³= BAIXO (Recomendação de 1Kg de laterita a cada 50 litros de água)
Zinco:............................................................. 71,0 mg/dm³
Cobre:............................................................ 1,0 mg/dm³
Manganês:..................................................... 140,2 mg/dm³
Boro:.............................................................. 2,65 mg/dm³
Sódio:.............................................................. 70,0 mg/dm³
Enxofre:......................................................... 55,5 mg/dm³

Análise: laboratório "Agrolab" de Vila Velha, ES.

____________________________________________Por: Vany, Mauricio Molina e Edson Balotta


Última edição por Vany em Sex Mar 19, 2010 8:03 pm, editado 1 vez(es)

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Artigo Re: Húmus de Minhoca como fertilizante -composição-

Mensagem por Pedrotavares em Dom Mar 21, 2010 2:37 am

Quem optar pelo húmus, se preocupar com a camada isolante, fator muito importante para o sucesso da fertilização num aquário com o mesmo, pra que não tenhamos dores de cabeça futuras com algas.

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