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Aquario auto-sustentável

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Em curso Aquario auto-sustentável

Mensagem por Batata em Ter Nov 08, 2011 12:46 pm

Bom galera,

A 6 meses montei 2 aquarios me baseando na Sunshine em faze-los auto-sustentável e a 3 meses montei mais um.
O aquario menor, um mini-plantado com 20 litros ja descontados o substrato e cascalho é que esta servindo de base e os outros sigo os passos conforme o resultado.
Escolhi ele por ser menor e quanto menor menos estabilidade se tem.

Setup: Aquario no inicio
Aquario
: 40x20x35
Fauna : 7 paulistinha
1 limpa vidro
lebistes
muitos, muitos caramujos.
substrato: humos de minhoca e terra vegetal, pregos e parafusos velhos.
Areia grossa mais cascalho pequeno.
Plantas : 7 especies não exigentes.
Bomba : 500 L/H
Filtro : FVM / midias telhas , tijolos e perlon

Após 2 meses, ja bem ciclado, começei as mudanças:
1º passo : parei com as sinfonagens.
2° passo : retirei a filtragem mecanica.
3º passo : Iluminação, coloquei uma lampada simples economica de 15W, porem deixo ligada das 9:00hs as 22:00hs em media.
4° passo : retirei o CO²
5º passo : troquei a bomba por uma de 90L/H apenas pra circular a água e manter uma midia biologica.

Feito tudo isso, nada mudou em relação aos parametros da água e do eco-sistema.
Os peixes estão saudáveis, porem retirei os lebistes, ja que houve crias e deixei apenas os alevinos, pois o aquario é pequeno e não quero desequilibrá-lo e eles ja cresceram e estão comendo ração normalmente.
As plantas se desenvolvem bem com excessão apenas de uma que apodreceu as folhas mais antigas, porem outras ja estão crescendo.
O carpete fiz de musgo mesmo ja que aqui infelizmente é precário o aquarismo, não havendo uma loja sequer completa no assunto.

Minha duvida agora é em relação ao próximo passo, que será retirar de vez a bomba. Acho que vou esperar mais um pouquinho.
TPA, faço em torno de 10% toda semana, o aquario não possue algas, o substrato mantem-se limpo, e a água cristalina,
Quanto aos caramujos, eles são de extrema necessidade para o que estou fazendo, pois são eles que fazem toda fachina do aquario e o proprio aquario em si transforma-se numa imensa colonia de bactéria devido ao cascalho, transformando os residuos ali retidos e não diregidos por nitrato.

Os outros 2 aquarios não pude parar com a sinfonagem devido a super lotação decorrido a alguns problemas que alguns menbros ja sabem. Mas ja não possuem filtração mecanica, co², e a litragem/hora esta bem reduzida.
Ja estou montando um outro aquario para resolver esse problema, mas quero que este seja auto-sustentável desde o inicio, e isso demora um pouco mais.

Segue abaixo um texto onde retirei as referencias para tentar fazer na pratica essa teoria, onde membros do Sunshine obtiveram bons resultados e eu tambem estou tendo.

O texto é longo, mais bem interessante e explicativo e assim teram uma melhor noção do que estou tentando fazer.
Para se fazer um plantado necessitamos de:
1-aquário
2- material de fundo
3- água
4- iluminação
5- plantas
6- fauna
7- outros acessórios opcionais
E abaixo discutimos cada item separadamente

1-AQUÁRIO
Existem no mercado vários tamanhos disponíveis de aquários, e geralmente alguns aquaristas pensam logo em montar algo grande, mas existem certas limitações técnicas que se seguidas desde a escolha do aquário já evitariam problemas de adequação.
Se a intenção for utilizar lâmpadas tubulares ou compactas normais, e formar carpetes de plantas baixas, a altura ideal seria de no máximo 50 cm , embora a medida ideal seria em torno dos 45 cm de altura de coluna de água, porque essa é a profundidade que a iluminação normal consegue atingir, porque a coluna de água funciona como um filtro que quanto mais profundo menos energia luminosa chega até as plantas, e com isso a planta para poder absorver mais os raios luminosos acaba aumentando os espaços entre os nós da planta, deixando-as de aspecto ralo e o crescimento fica espigado ao invés de formar um carpete rasteiro e compacto.
Mais alto que isso, teríamos que utilizar as lâmpadas tipo HQI que tem maior penetração (mais caras), ou usar plantas de porte maior na montagem dos carpetes (tipo sagittarias, echinodorus anãs, etc) para compensar a grande profundidade.

2- MATERIAL DE FUNDO
A titulo de explicação vamos definir a nomenclatura usada para cada material, pois é comum existir uma certa confusão quando os iniciantes tentam se expressar em conversas.


Material inerte- é o material utilizado no fundo e como não tem praticamente nada de nutriente por em geral ser um material inócuo ou seja não deve interferir nem na água e nem fornecer nutrientes. A cor deste material vai depender do contraste pretendido
na montagem, principalmente nas áreas que vão ficar desnudas de plantas. Serve para a fixação das raízes das plantas
É nesta camada que vão se estabelecer as bactérias nitrificantes.
Existem várias possibilidades de material que podem compor esta camada:


a)Areia fina - é uma areia bem fininha, mas deve ser usada apenas em áreas em que não se pretende plantar, e não muito extensas, porque pelo pequeno diâmetro acabam com o tempo ficando muito compactadas, dificultando a entrada ou progressão das raízes e outro problema que pode aparecer depois se usadas em partes com nível mais baixo é que acabarão tendo muito acumulo de resíduos, pela impossibilidade destes penetrarem nos interstício dos grãos.


b)Areia grossa - é a areia de construção, usada para fazer massas de cimento. Tem os mesmos inconvenientes da anterior.


c)Cascalho - tem a granulometria maior que 2 mm e até 5 mm e favorece a entrada dos resíduos, e evita assim que se tenha que sifonar e esses resíduos acabam servindo de alimento para as bactérias, que os convertem em outros produtos menos tóxicos e de mais fácil assimilação pelas plantas.As vezes, se utiliza o termo "areia peneirada" como sinomimo de cascalho fino e ele é resultante dos residuos que sobram ao se peneirar a areia grossa de construção, ou seja a parte mais grossa = pedrinhas.
Quanto a forma dos grãos é sempre preferível os de aspecto mais irregular, porque deixam maiores espaços entre si, favorecendo a penetração dos resíduos e das raízes.

Material rico em nutrientes - essa porção que vai colocada abaixo do material inerte, é geralmente rica em nutrientes para as plantas. E existem varias opções:


a) Substrato pronto (geralmente importado) é um produto que tem todos os nutrientes de que a planta necessita para o crescimento, mas a formulação varia de acordo com cada fornecedor.
Alguns vem na forma úmida, outros vem secos, como o SUNSHINE que produzimos, mas todos via de regra dispensam a adição da laterita, porque já contem ferro.


b) Húmus de minhoca tratado é o húmus que é submetido a um processamento que consiste em fervura, e uma serie de lavagens para retirar a maior parte da matéria orgânica. Mas por não ter ferro necessita da adição de laterita complementar.

c) outros materiais -existe ainda a possibilidade de se utilizar terras ricas, terras vegetais, argila, e muitos outros mas pela falta de padronização e multiplicidade de problemas que podem ocorrer com estes materiais não vamos nos ater a eles

3 - ÁGUA
Este item também merece algumas explicações, porque são motivo de dúvida constante.
Tenho notado, que a maioria das pessoas procuram utilizar água de mina ou poços artesianos, para evitar utilizar água tratada com produtos químicos, ou para evitar o aparecimento de algas, mas há um detalhe de que esse tipo de água por sair direto do solo sem um contato prévio com a atmosfera, e se provenientes de solos que tenham riqueza em algumas substancias podem estar carregadas delas em uma forma e assim que expostas a ação da atmosfera, reajam produzindo outras que mudam muito rapidamente a sua constituição.
Exemplo disso é a minha região, onde a água tem alta reserva alcalina, mas a despeito disso sai com um pH bastante acido do solo, mas depois de expostas ao ar, seu pH rapidamente em questão de pouco tempo sobe para patamares extremamente alcalinos, e essa mudança rápida acaba matando peixes e até plantas. Para quem utiliza este tipo de água é muito importante deixá-la em descanso por alguns dias(5 a 10 dias) antes de ser utilizada, para que a reação se complete e a água volte a uma estabilidade.
As vezes a água da torneira, que já é estabilizada no tratamento, (desde que inativemos o cloro presente) pode até ser usada sem a necessidade de um descanso prévio.
Portanto o melhor sempre antes de optar por essa ou aquela fonte de água tentar perguntar a pessoas com mais experiência na região, ou agir com cautela, para evitar possíveis sacrifícios dos habitantes de nossos aquários.
E antes de optar pelos peixes devemos estabelecer no estudo do futuro aquário qual o pH que pretendemos manter, porque para 99% das plantas o pH não é limitante, pois crescem bem em alcalinidade ou acidez, mas os peixes sofrem mais em pH inadequado. O uso do CO2, por exemplo, teoricamente acidifica a água se usado em doses grandes, mas pode ser usado em doses menores e deixar um pH ainda alcalino...embora isso varie com a composição da água utilizada.

4- ILUMINAÇÃO
A planta para crescer precisa de luz. Algumas são mais exigentes que outras, mas todos precisam dela para realizar a fotossíntese.
É comum pessoas que me procuram alegarem que as plantas do aquário acabam melando e apodrecendo, mas quando perguntadas sobre a iluminação, ouço a resposta ..."mas precisa?"
Plantas são seres vivos que tem a capacidade de transformar substancias inorgânicas em orgânicas usando como energia a LUZ. Por isso elas foram tão importante para o aparecimento e desenvolvimento das outras espécies que se utilizaram das plantas como fonte de nutrientes.
Não vou entrar na polemica de quantos watts/l ou quantos lumens são necessários mas tenha como conceito que luz nunca é demais, e acredito que se alguém utilizar de algum critério econômico para dosar a iluminação de seu aquário ele não está ainda pronto a entrar neste mundo fascinante dos plantados.
Alguns dizem que luz demais, ou de menos, causam o aparecimento de algas....errado...o que pode ocasionar isso são variações bruscas em qualquer parâmetro...por ex.uma troca de uma lâmpada cansada e fraca por outra nova e logicamente mais potente. A propria planta nos mostra quando a iluminação está deficiente, pois ela se mostra espigada e com espaços entre os nós do caule aumentados em comprimento....por outro lado se a iluminação estiver correta esses espaços ficam bem reduzidos e a planta tem uma aspecto compacto.


5- PLANTAS
Existe uma enorme variedade delas, e 99% delas são muito pouco exigentes em situações rígidas de manutenção, e destas uma boa parte nem é exigente em nutrientes podendo tranquilamente se desenvolver utilizando apenas poucas doses desses nutrientes que encontra na própria água, e algumas se desenvolvem sem ao menos precisar utilizar de raízes nesta tarefa, pois utilizam a absorção foliar.
Cabe a quem vai executar a montagem optar por plantas que aceitem as condições que vão ser usadas. As plantas cultivadas pela SUNSHINE são todas compativeis aos diferentes valores de pH, com rarissimas excessões de algumas que não gostam de pH acido.

6- FAUNA
É o termo usado para a porção que abrange os vertebrados (peixes e crustáceos) e os invertebrados (caracóis, e outros organismos que não são vistos a olho nu, mas que ajudam tanto na alimentação quanto na biologia do sistema (zooplancton))
Precisamos antes de escolher que tipo de peixes vamos colocar, definir como serão mantidos os parametros da água ou seja usar peixes adequados ao pH, dH, temperatura, etc, que pretendemos deixar futuramente no aquário.
Eu, prefiro manter um pH mais alcalino em meus aquários, porque posso utilizar peixes de tendência algueira, como platys, espadas, molinesias, e invertebrados como os caracóis, que ajudam em muito a manutenção da limpeza de todos cantinhos do aquário me poupando o trabalho de limpeza.
Nestes aquários por não haver uso de CO2 as plantas crescem mais devagar, mas em compensação diminuem as atividades de jardinagem.
Os caracóis fazem uma faxina criteriosa de tudo, e até o cascalho fica rigorosamente limpo, e pelo cascalho ser de granulometria maior os resíduos acabam entrando pelos espaços entre as pedrinhas e ali as bactérias os transformam em novas substancias aproveitáveis como nutrientes pelas plantas e menos tóxicas que eram originalmente para os peixes ou invertebrados. Se agirmos sempre de modo gradativo em nossas ações com um aquário o sistema todo encontra o equilibrio com bastante rapidez, ou seja, em outras palavras devemos sempre fazer introduções ou mudanças no conjunto de maneira gradual, porque mudanças bruscas podem afetar o equilibrio do sistema todo e gerar problemas.

Por anos venho testando um sistema que se mantenha sozinho, sem o auxilio de bombas, filtros, TPAs, sifonagens, ou adubações extras por meio de produtos comerciais, ou seja é um sistema onde se evita retirar ao máximo quaisquer detrito, folha morta, (excessão feita a morte de algum peixe principalmente se for de porte maior, pois o sistema talvez não conseguisse processar tamanha quantidade de materia organica, antes que ela interferisse em todo ambiente), pois todos residuos acabariam servindo de nutriente para os prorpios habitante do aquario.

7- OUTROS ACESSORIOS OPCIONAIS

Podemos usar como opcionais outros acessórios como:
a) bombas
b) filtros
c) CO2
d) difusores de CO2
e) squimers
Mas não são materiais necessários e podem ser perfeitamente dispensáveis, pois o aquário se desenvolve muito bem sem eles, gerando uma grande economia na montagem, e acredito que por este fato proporcionar mais chance de que novatos possam tentar um inicio sem muito investimento.
Só gostaríamos de lembrar que usando um sistema de filtragem(se tiver a parte que filtra residuos) fatalmente estaríamos retirando sempre material existente no meio, e isso mesmo que ocorra aos poucos na somatória representa uma perda de substancias que poderiam ser recicladas, e reutilizadas, e que se excluídas mais cedo ou mais tarde terão que ser recolocadas sob a forma de produtos industrializados, que em geral custam caro, mas o maior perigo é que quando adicionados podem mudar completamente a biologia do aquário, e daí surgirem problemas como morte das bactérias ou mesmo o aparecimento de algas.Já um sistema de filtragem que não retenha os residuos e que apenas propicie o desenvolvimento de bacterias aerobicas pode ser de grande utilidade.A filtragem que contem cerâmicas ou materiais porosos pode ajudar a manter a água equilibrada por propiciar ambiente para a bactérias aeróbicas, que são também bastante benéficas no equilibrio biológico.
Em nossas pesquisas iniciais apesar de não usarmos filtragem, mantivemos as bombas pensando que seriam necessárias para a movimentação e uniformização da água, mas num passo seguinte as retiramos também nas montagens posteriores e nada mudou no andamento do equilíbrio, ou seja o sistema funcionou perfeitamente bem, e continua após mais de 4 anos de vida dos aquários mais antigos sem adição de nada, sem sifonagens, sem filtros, sem bombas, sem CO2 e sem TPAs.
Aproveitando o assunto gostaria de falar sobre o uso do CO2.
Este gás (carbônico) tem como função fornecer o elemento carbono para que as plantas o utilizem na síntese da glicose durante a fotossíntese. Mas normalmente num aquário plantado de forma não exagerada, e usando plantas que não sejam ávidas consumidoras deste elemento ou com quantidade não muito grande de plantas, o consumo não é exagerado, portanto não ocorrem faltas significativas dele. Já em aquários repletos de plantas (densamente plantados) sem adição do CO2 pode acontecer sua carência, que é denunciado primeiramente pelas plantas de metabolismo mais acelerado, que começam a perder suas folhas, e este processo pode ser mais acentuado ainda se for usado no aquário compressor de ar, porque as bolhas de ar acabam removendo ainda mais rápido o CO2 disponível. Outra função do CO2 é manter o equilíbrio de carbonatos do aquário e se faltar carbono disponível as plantas iniciam um processo de retirada do carbono dos bicarbonatos, o que acaba promovendo um aumento nos valores do pH da água, porque essa dissolução gera mais íons hidroxila.
Este fato é chamado de descalcificação biogênica e em casos bem acentuados aparece um sintoma típico que é a formação de crostas calcarias sobre a lamina foliar das plantas.
Em meus cultivos imersos em tanques onde há muita quantidade de plantas, e fica impossível manter um controle usando CO2 pelo volume enorme de água(tanques de até 100.000litros) e anti-producente retirar os excessos de plantas eu utilizo saquinhos plásticos perfurados com calcário que servem para repor os níveis de carbono e tamponar o sistema, e o mesmo pode ser feito no aquário que apresentar o problema.Um saquinho com 50 g de calcário escondidinho num cantinho resolve o problema.

Para que o CO2 caseiro utilizado não cause mais mal que prejuizos (sempre causado por excesso na produção do gás) devemos sempre ao preparar as garrafadas usar de inicio apenas 1g de fermento para cada 50 litros de água do aquário (e um aviso aos que tem pressa de ver o CO2 bombando...aqui demora um pouco....mas é seguro pois vai mudando o pH aos poucos) e devemos ir acompanhando a descida do pH....e caso depois de 10 dias o pH ainda esteja acima do que desejamos, podemos então preparar para colocar outra garrafada com 15 a 20dias depois da 1ª com talvez 2 g de fermento/50litros de água, assim ela vai aumentando a produção a medida que a anterior vai decaindo de produção..e assim progressivamente vamos tentando aos poucos ajustar a dose de fermento ao pH desejado, e trabalhando com 2 garrafadas ao mesmo tempo, é mais facil manter um nivel mais constante de variação. Quanto mais fermento se usa mais rapidamente o açucar é convertido em alcool e menos tempo dura a garrafada, sem falar que maiores também são os riscos de se "cozinhar" plantas e peixes em pH excessivamente baixo. Uma garrafada com 1 g dura até 2 a 3 meses produzindo CO2, ao passo que com 10 g dificilmente dura mais de 15 a 20 dias. Mesmo em aquários contendo peixes que pedem pH ácido, evitar manter menos que 6.6, pois essa medida fica confortável a esse tipo de peixe e ainda sobra uma margem de segurança para o caso do pH por algum motivo baixar mais que isso, sem colocar em risco todo sistema.

Não custa relembrar...a maioria das plantas dispensa o uso do CO2 para crescer, eu aconselho seu uso mais em função de se poder acidificar a água em função dos peixes, mas isto também pode ser conseguido usando maior quantidade de troncos ou outros materais organicos acidificantes.

Depois de muita pesquisa e observação, erros e acertos, sob muita crítica da maioria dos aquariófilos tradicionais apegados ao uso da tecnologia moderna, como indispensáveis à condução de uma aquário plantado, conseguimos descobrir e aprender usar a biologia como nossa aliada, em substituição à tecnologia desenvolvida para auxiliar o aquarista a enfrentar problemas com algas, limpeza de vidros, rochas, controle de parâmetros da água entre outras coisas.
Não tenho constrangimento em afirmar, que por ser um aficcionado pelo aquarismo e por não dispor de capital para investir no hobby, inicialmente sempre tentei manter um aquário sem os equipamentos necessários. Algumas vezes as coisas davam certo e em outras o insucesso era o resultado, mas nunca desistia, e tentava descobrir os "por quês" o que aos poucos foi dando a noção de como o conjunto ou associação das diversas espécies poderia ser melhor aproveitado....é claro, ainda há muito a ser "descoberto", mas o que já descobrimos é suficiente para abolir praticamente toda tecnologia, resumindo para montar um plantado precisamos apenas de:
Aquário - iluminação - água - plantas - fauna funcional.
Ou seja, podemos substituir equipamentos por biologia, como explicado abaixo:

Filtros - podem ser substituídos por plantas e bactérias, com a vantagem adicional de que praticamente nunca precisaremos repor os nutrientes pois não os retiramos do aquário pela filtragem, pois tudo é reciclado, ou seja os dejetos entram no espaço entre o cascalho (que deve ter granulometria entre 2 a 5 mm) e ali no escurinho estão as bactérias que converterão substancias tóxicas em outras melhor assimiláveis pelas plantas.

Bombas e aeradores - são substituídos pelo próprio movimento natatório dos peixes na circulação da água ou pelo fator oxigenante das plantas que usam o CO2 produzido para crescer e liberam oxigênio durante a fotossíntese.

Limpadores de vidro - são substituídos por caracóis e peixes, que continuamente trafegam pelos vidros internamente, ao se alimentar das algas ali instaladas, e os mais perfeitos para essa tarefa são os planorbis (Biomphalaria sp.) que ingerem quase todo tipo de alga mais comum nos vidros dos aquários, rochas, folha de plantas e outras superficies.

Algicidas - são substituídos pelos caracóis, girinos, e cada uma das espécies deles tem predileção por determinadas espécies de algas filamentosas. Assim os planorbis apenas não consomem as algas filamentosas de consistência mais rígida , mas que é apreciada pelos Pomacea bridgesii, ( e por girinos de determinadas espécies de pererecas nativas) se bem que estes não realizem uma perfeita limpeza nos vidros. E para algas peteca os Neritina são os mais indicados, se bem que já notei que essas algas prefiram se instalar em aquários providos de movimentação de água, e quase sempre elas se instalam nos locais de maior correnteza (pelo menos foi o que pude notar nos raríssimos casos onde ocorreram já que NUNCA as vi em aquários sem movimentação de água, e até já tentei cultivá-las, sem sucesso, em aquários de água parada)

Filtros UV - são filtros utilizados para combater algas unicelulares que deixam a água verde, e alem de ser um equipamento caro, pode se ocorrer vazamento da luz provocar sérios riscos de saúde em seres vivos, e podem ser substituídos com muita vantagem econômica e funcional por daphnias (ou outras culturas que consumam algas unicelulares) e com a vantagem que depois de se multiplicarem servem como fonte de excelente alimento rico em proteína tanto quanto as caras e difíceis artemias.

Sifonadores de fundo - podem ser substituídos pelo uso de cascalho com granulometria mais grossa ( entre 2 a 5 mm) que permitem que os resíduos entrem pelos espaços para serem metabolizados pelas bactérias e transformados em nutrientes para as plantas.

Suplementos e adubos para as plantas - como não há filtragem mecânica não há perda de nutrientes do sistema, à exceção das perdas provocadas por podas com retirada de mudas do aquário, pois até as folhas que morrem e ficam para decomposição acabam voltando. Mas inclusive o que retiramos nas podas (retiradas) é de menor importância que o que é produzido com as excretas dos animais, provindos da pouca ração que deve ser ministrada, em outras palavras os excrementos dos peixes convertidos em nutrientes acaba compensando com lucro o que retiramos de plantas nas podas.

Reagentes e avaliadores de parâmetros - podem dispensáveis se soubermos executar tudo com muita cautela, e sem exageros, para que assim evitemos desbalancear o sistema. Alguém pode dizer..."mas como manter um pH diferente, para determinado peixe?" Ai vale lembrar que depois que o sistema entra no seu equilíbrio é que devemos colocar peixes que sejam condizentes ao que está no sistema, embora um aquário Autociclante tenha tendência a sempre ter água bastante alcalina, podemos condicioná-lo a menor alcalinidade, usando troncos, xaxim, ou mesmo CO2, mas este ultimo deve ter seu uso controlado, para que não cause desequilibiro brusco no sistema (para isso o ideal seria usar varias garrafadas com 10 a 15 dias de intervalo de introdução, e assim quando uma está em decrescimo de produção de CO2 a outra está em um crescendo de produção, evitando variações bruscas), embora ai ainda prefira não usar a adição de CO2 tendo em vista que 99% das plantas dispensam CO2 para seu crescimento, e os peixes algueiros e caracois na sua grande maioria prefiram a alcalinidade.
Um aquário tende a entrar em equilíbrio e manter isso por si só, desde que não intervenhamos com mudanças que provoquem mudanças, portanto dispensam o controle periódico como se vê comumente em trocas de mensagens entre aquaristas em fóruns e lista, sem falar que os peixes se adaptam bem (desde que ocorra de maneira lenta) a mudanças de pH, alias isso ocorre diariamente num aquário e pode ser comprovado se medirmos o pH matinal (menor) e o do final da tarde (maior), pelo próprio metabolismo do sistema.

Espero ter colaborado para que mais pessoas possam ter um plantado sem ter aquela "neura " de se sentir na obrigação de controlar tudo a todo dia, e se libertem para curtir sem stress, ou obrigações o apaixonante mundo do aquarismo...lembrem-se que algas são normais em aquários recém plantados, e que um dia o sistema se equilibra e elas somem como num passe de mágica...só é preciso ter paciência ....e usar a conduta biológica correta.

E por falar em libertação, gostaria de comentar sobre as TPAs....eu nunca fiz TPA (troca parcial de água) em nenhum de meus plantados, pois julgo que esse procedimento acaba causando maior dificuldade em se chegar ao ponto de equilíbrio, pois acabaria agindo com mudança radical nos parâmetros que estariam se equilibrando, pois sai parte do sistema e entra um volume de água com parâmetros totalmente diferentes.
É isso por enquanto.
Irei atualizando quando possivel o desenvolvimento dos aquarios, mas desde ja os resultados estão sendo satisfatórios...

Fontes:
Pesquisas e
Aquário autociclante -Esquema Sunshine
www.plantasdeaquario.com
Abçs...
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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por gustavo marinho em Qua Nov 09, 2011 9:19 am

Muito interessante
Post fotos

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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por Mauricio Molina em Qua Nov 09, 2011 7:17 pm

Legal Batata, nos mantenha informado...

Abraços!


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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por Beto Lemos em Qua Nov 09, 2011 9:05 pm

Eu tinha visto esta materia a um tempo,é muito interessante.


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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por Adilson em Qua Nov 09, 2011 9:10 pm

Eu também já tinha visto, muito legal mesmo.
Abrçs!

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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por david rafael dieter em Qui Nov 10, 2011 7:17 am

Muito bom Batata palma

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Em curso Re: Aquario auto-sustentável

Mensagem por PabloBOliveira em Sex Nov 11, 2011 8:48 am

Comprei do cara da sunshine 3 camarões fantasma, uma ampulária e uma dúzia da caramujos ramshorn, mais algumas plantas que tinham morrido devido ao ataque das cianobactérias.

Ele me mandou 5 camarões (embora um tenha morrido na aclimatação), duas ampulárias e duas dúzias de camarões, e mais um queijinho de cabra hehehe. Acho que pra compensar um atraso causado por um engano dele com os endereços. O cara é muito gente fina. (embora mais da metade dos ramshorn tenha se suicidado no filtro junto com uma das ampulárias que não cabia a concha na sucção então ela foi virada do avesso, a mais linda das duas infelizmente)

Esse método dele, pelo que eu li e reli no site, funciona bem pra aquários COM POUCOS PEIXES, já que para o equilíbrio se manter a carga orgânica deve ser prontamente consumida pelas plantas sob risco de uma explosão de algas, ou pior, cianobactérias. O método é bom por ser natural, mas é extremamente delicado.

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