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Mensagem por crcristiano1 em Dom Maio 08, 2011 3:42 am

Acará-Bandeira - A Sua Magestade
Autor William Sugai 1993 (atualizado 2003)
Para
os aquariofilistas, o acará-bandeira é um dos mais populares peixes de
água doce. O gênero Pterophylum foi descrito por Heckel em 1840. Seu
gênero Pterophylum é dividido em quatro espécies conhecidas: P. scalare
(o bandeira popular),P. altum ( originário da bacia amazônica
colombiana, possui o corpo mais achatado e alto, é exportado pela cidade
de Bogotá para os Estados Unidos, Europa e Japão), e P. dumerilli e P.
leopoldi, que são os mais desconhecidos pelo aquarismo mundial.
O
acará-bandeira popular, Pterophylum scalare, que será discutido neste
artigo, é junto com o "kinguio", "lebiste ou guppy", e o "betta", um dos
peixes mais comercializados no mundo inteiro. Originário da bacia
amazônica, ele é hoje criado em larga escala praticamente no mundo
inteiro, desde Estados Unidos, passando pela Europa, Ásia, África,
Oceania e aqui no Brasil. Ele é cada vez menos, retirado do estado
selvagem, pois, o custo de captura e transporte, comparado ao do
acará-bandeira reproduzido em cativeiro, faz dele cada vez menos
atrativo aos importadores. O formato triangular torna o bandeira, um dos
peixes mais exóticos.
Variedades - Trabalhos com seleção de espécies
mutantes de coloração diferente, contribuiu para a fixação de novos
"tipos de bandeira", tão diferentes do espécie selvagem que é prateado
com barras negras verticais em seu corpo. Hoje podemos encontrar mais de
trinta variedades no comércio, que vai desde um bandeira negro véu até
um rarissimo bandeira siamês albino escama de pérola. Ele é um peixe que
pode ser considerado resistente, não é muito exigente a qualidade da
água e pode ser normalmente aconselhado ao iniciante do aquarismo. Sua
reprodução pode ser conseguida facilmente por qualquer pessoa amadora.
Basta seguir alguns parâmetros essenciais como temperatura e pH,
ajustados a preferência do bandeira.
Cuidados básicos
O aquário O
acará-bandeira pode ser considerado um peixe relativamente grande.
Alguns exemplares podem atingir da ponta da nadadeira dorsal até o fim
da nadadeira anal mais ou menos 30 cm de altura e não é exagero. O baixo
nível de conhecimento e cuidados torna raro o crescimento completo do
bandeira, que pode viver por anos e anos. Sua longevidade pode ser
comparada a do acará-disco e exemplares que foram bem tratados desde
pequenos podem chegar fácil a 6 anos de idade. Isto faz com que o
bandeira prefira aquários de porte grande para o amadurecimento correto.
É preferível não mantê-lo em aquários com menos de 45 litros.
Normalmente encontramos nas lojas de aquários, à venda, bandeiras jovens
que possuem em base, três a quatro meses de idade. Possuem um
crescimento rápido, podendo atingir a fase adulta com oito meses de
idade. O bandeira prefere aquário alto, que facilita o bom
desenvolvimento de suas nadadeiras, ao contrário do "lebiste" ou "guppy"
que pode ser mantido e reproduzido em águas baixas de 25 cm de altura.
Gosta também de aquários bem plantados com folhas compridas e altas onde
às vezes, escolhe para a postura dos ovos. Apesar de observarmos de vez
em quando algumas brigas entre bandeiras, isto não chega a preocupar,
pois é um comportamento normal da sua família Ciclidae, e estas
normalmente acontecem por disputa de machos por alguma fêmea. Ou
simplesmente uma disputa territorial. Estas brigas não chegam a machucar
nenhum dos indivíduos. É preciso prestar atenção nestas brigas, pois,
isto pode significar o empenho de algum casal que se formou em seu
aquário, e está defendendo uma pequena área para acasalamento e desova,
fato corriqueiro em aquários comunitários com vários bandeiras adultos.
Temperatura
- Originário da região norte do Brasil, ele prefere temperatura alta em
torno de 28 graus celcius. Porém é um peixe bastante resistente a
temperaturas mais baixas, podendo conviver normalmente num aquário
comunitário com temperatura de 25 graus. No caso da sua reprodução, o
certo é mantê-la alta afim de estimular a desova e garantir uma boa
eclosão e desenvolvimento dos filhotes. Uma temperatura alta promove um
ciclo de desova curto e uma temperatura de 27 graus faz uma fêmea bem
alimentada desovar a cada 8-15 dias.
Água - O bandeira é muito
tolerante com a qualidade da água. Não é exigente com relação a dureza
da água, sua reprodução inclusive, é obtida com sucesso em vários níveis
de dureza. Ele é por natureza originário de água mole com dureza baixa,
por isso aconselhamos freqüente trocas parciais de água afim de se
manter o nível de dureza baixo. Eles adoram esta trocas de água que
estimulam o acasalamento e desova.
pH -No caso do pH é aconselhável
que seja ligeiramente ácido na faixa de 6.5 por suas preferências
nativas, sendo possível mantê-lo também em água de pH neutro e
ligeiramente alcalino. Uma "boa água" deve ter principalmente uma boa
biologia, ser cristalina e livre de amônia, pois o bandeira como a
maioria dos peixes é sensível a este elemento tóxico. Por isso é
necessário um bom sistema de filtragem e manutenção da boa higiene do
aquário.
Dimorfismo sexual - O acará-bandeira possui certas
diferenças entre machos e fêmeas, contrariando certas publicações
antigas que o apontavam sem dimorfismo sexual. Contudo é necessário uma
certa experiência e a distinção dos sexos só pode ser precisa em
exemplares juvenis e adultos. Há algumas regras básicas para assegurar
uma boa distinção e definição entre machos e fêmeas: * analisar somente
indivíduos de até 1 ½ para 2 anos de idade, pois alguns machos velhos
superalimentados podem parecer ter óvulos e fêmeas velhas que já não
produzem mais óvulos podem parecer machos provocando certa dúvida. *
fazer a análise sem ter alimentado-os por pelos menos quatro horas. *
peixes que estejam em boa saúde e bem alimentados, pois assim a fêmea se
mostrará cheia de óvulos. Normalmente os machos adultos se mostram bem
maiores que as fêmeas da mesma idade, possuem às vezes a formação de um
pequeno galo na testa, e são mais coloridos em algumas variedades. As
fêmeas são normalmente mais gordas por causa dos óvulos, possuem o
ovopositor( tubulo por onde sai os óvulos) mais proeminete, mais grosso e
comprido. O macho possui orificio mais fino e bicudo. Mesmo com essas
dicas, não estamos livres de algum erro de identificação, já que o
acará-bandeira não possui grandes diferenças sexuais como por exemplo, o
lebiste na qual os machos possuem gonopódio e as fêmeas não. Para se
ter a certeza basta conferir o acasalamento de dois exemplares: observar
quem está colocando os óvulos e quem está aparentemente fertilizando.
Neste ponto já é identificado uma fêmea e a confirmação do outro
exemplar de ser um macho está no nascimento dos alevinos que ocorre em
seguida.
Alimentação - O Acará-bandeira, por ser omnívoro aceita
qualquer tipo de alimento, seja ele seco ou vivo. Ele pode ser
condicionado a um determinado tipo de alimento , porém o mais indicado é
que haja uma boa variabilidade em sua dieta. Ele aceita de tudo:
alimento industrializado em flocos, alimentos congelados como artemia,
bloodworms, e patê de coração de boi com espinafre, cenoura e vitaminas,
tubifex desidratado, alimentos vivos como artemias, tubifex, daphineas,
larva de mosquito, bloodworms, e outros. Uma boa dieta com uma
alimentação em flocos pela manhã e outra a base de alimento vivo ao
entardecer é o suficiente para uma boa manutenção de seus bandeiras
adultos. Para os bandeiras jovens de três a quatro meses é aconselhável
mais que duas porções de alimento por dia. Eles estão numa fase de
crescimento e necessitam de grandes quantidade de proteínas, fibras e
vitaminas para atingir um bom tamanho de corpo, nadadeiras firmes e boa
coloração. A alimentação dos filhotes recém-nascido será abordado mais
adiante no item reprodução. A porção de alimento deve ser dada para que
seus peixes a comam em no mínimo 10 minutos. O excesso de alimento deve
ser sifonado após duas horas, para que não apodreça e polua a água do
seu aquário. É melhor sempre alimentar seus peixes com pequenas porções
várias vezes por dia, do que grandes porções uma ou duas vezes por dia.
Hoje em dia 2003, temos a disposição uma variedade de alimentação
industrializada que supera qualquer alimento vivo disponível. Elas podem
variar deacordo com o tipo sendo a base de crustáceos, vegetais, com
alto ou baixo teor de proteína, com omega 3, e assim por diante. Hoje
posso com certeza recomendar que os nossos peixes sejam alimentado
somente com ração, como fazemos com os nossos cães e gatos orientados
pelos nossos veterinários.
Reprodução - O acará bandeira é um dos
peixes ovíparos de água doce de mais fácil reprodução em aquário.
Necessitam de algumas condições básicas para o sucesso.
Reprodução -
as matrizes - um bom aquário, matrizes bem alimentadas, boa temperatura e
qualidade de água. Para iniciar a reprodução é preciso conseguir um bom
casal. Algumas lojas de aquário vendem casais formados, e este pode ser
um bom começo. Outra forma boa também é o de selecionar uma dúzia de
pequenos bandeirinhas, que num período de 6 meses, e bons cuidados
possuem grande possibilidade de formar um belíssimo casal. Os bandeiras
podem ser adquiridos numa boa loja de sua confiança. Os bandeirinhas a
serem escolhidos devem estar bem abertos, e nunca com as nadadeiras
fechadas que indicam a presença de oodinium, praga muito comum, perigosa
e contagiosa. Devem sempre apresentar bom apetite e boa coloração.
Reprodução
- o aquário - Para favorecer a formação do casal o aquário deve ser o
maior possível. Para doze bandeiras um aquário de 200 litros é o
suficiente. Ele deve possuir uma boa filtragem externa da água,
iluminação, temperatura 28-29 ºC e pH 6.8 da água, deve possuir pedras,
troncos ou plantas de folha larga onde os bandeiras gostam de desovar.
Eles normalmente preferem objetos verticais como tubos e até a parede do
vidro do aquário. Após vários anos de experiência com acará-bandeiras,
conclui que se um casal está com vontade de acasalar e desovar, este
pode ocorrer em qualquer lugar, seja ele na folha larga de uma planta,
numa pedra, na parte de um tronco, no tubo do filtro biológico, no vidro
do aquário, e até na mangueira de ar.
Reprodução - o acasalamento -
Crescidos, os bandeiras, com 7-8 meses de idade, dependendo da sua
alimentação estão aptos a acasalar. Neste momento é possível vermos
algumas brigas por território, ou companheiro. Quando um casal se
formar, este se empenharão em defender um pequeno canto do aquário para a
desova. Neste momento é hora de se tomar uma decisão. Tirar o resto dos
peixes, deixando o casal neste aquário, ou transferir o jovem casal
para um aquário especialmente montado para eles. Uma vez sozinhos, eles
escolherão o local da desova, que normalmente é um objeto vertical, e
ficarão se preparando o para o ritual da desova. É possível vê-los
limpando um local por uma manhã inteira. Usando a boca eles procuram
retirar qualquer sujeira, algas ou microorganismos para fazer a postura.
É possível avistar também o ovopositor da fêmea já bem protuberante, em
sinal da vontade de desovar. Num dado momento a fêmea começa deslizar a
"barriga", encostando o ovopositor no local escolhido e deixando
pequenas fileiras de óvulos. O macho logo desliza com o mesmo movimento
fertilizando-os em seguida. Alguns destes movimentos inicias são falsos e
a fêmea desliza sem deixar nenhum ovo, mas após algumas repetições as
fileiras de ovos começam a aparecer até atingir um total de 200 a 300
ovos, que são fertilizados pelo macho. Casais maiores e mais velhos
podem gerar posturas que variam de 800 a 1000 ovos de uma só vez. Este
ritual pode levar até 2 horas. Terminando, eles começam a abanar os ovos
com as nadadeiras peitorais, oxigenando-os e retirando alguns ovos que
fungam. Tornando-se brancos aqueles que não tenham sido fecundado. Eles
ficam protegendo e limpando os ovos até se dar a eclosão, tempo que pode
demorar até 48 horas dependendo da temperatura da água. Alguns casais
novos e inexperientes podem devorar seus ovos no final do dia, ou ao se
apagar a luz para o dia seguinte, por temerem algum perigo. Isto pode
ocorrer até a terceira desova, o que é normal.
Reprodução - o
nascimento - No final de 48 horas é possível ver os pequenos ovos
embrionados, e apartir desta hora eles começam e eclodir. Uma pequena
cauda rompe a membrana e logo forma-se um emaranhado de "rabinhos"
grudados e tremendo como que se quisessem nadar. O zelo dos pais pelos
alevinos continua até mais ou menos o 7º dia, quando eles começam a
ensaiar as pequenas "aventuras" pelo aquário. Os pais tratam logo de
manter a prole unida num "bolo" de alevinos em algum canto do aquário,
protegendo às vezes com certa agressividade. Os pais catam com a boca os
pequenos alevinos que se separam do grupo e procuram mantê-los unidos. A
pequena nuvem de alevinos rodeados pelo casal formam no aquário uma
cena fantástica, premiando o aquarista com uma satisfação enorme,
resultado de tanto cuidado, paciência e dedicação. A maioria dos
criadores profissionais separam os ovos logo que os machos terminam de
fertilizar e fazem a eclosão artificialmente. No caso do aquarista
recomendo deixar que os pais cuidem dos filhotes. Isto porque acho o
passeio dos filhotes com os pais um dos espetaculos mais lindos do
aquarismo e porque caso você não seja um criador profissional e não
tenha espaço para tantos peixes, caso os ovos sejam retirados o casal
poderá logo se preparar para outra postura.
Reprodução - alimento dos
alevinos -Nesta hora é preciso começar a alimentar os pequeninos
alevinos. Eles podem ser alimentados com microvermes, ração líquida para
ovíparos, gema de ovo em pó, mas o mais indicado que tem melhores
resultado é os náuplios recém-nascidos de artêmia salina. Os cisto(ovos)
de artêmia são encontrados nas principais lojas de aquário, são então
colocados em água salgada com aeração para sua eclosão e após esta,
coados numa peneira e colocados para o alevinos. A primeira vista, pode
parecer uma fonte alimentar um pouco complicada para o aquarista, porém
com uma pequena orientação do lojista, ela se torna simples e mais
adequada à prole de ovíparos. Os náuplios de artemia salina são usados
pela maioria dos grandes criadores do mundo inteiro, pois promovem um
crescimento espetacular aos filhotes, fazendo-os dobrar de tamanho a
cada semana. Nas primeiras semanas é preciso alimentá-los no mínimo três
vezes ao dia, sem no entanto deixar sobrar comida no aquário. Isto pode
ser perigoso, pois o excesso de alimento pode apodrecer a água e elevar
a taxa de amônia, causando a morte dos pequenos filhotes. O alimento
deve ser dado aos poucos e com uma lupa pode se observar a pequena
barriga redonda com uma cor alaranjada, dada pela ingestão das artêmia. O
excesso de alimento deve ser sifonado ao fim de 30 minutos com uma
pequena mangueira de ar.
Reprodução - a separação - Os pequenos
filhotes crescem rapidamente e se forem bem alimentados, ao final de 30
dias já se parecem com os pais com mais ou menos 1,5 cm de diâmetro de
corpo. Formam um belo cardume de "estrelinhas", e podem ser transferidos
com segurança para um outro aquário, deixando os pais novamente livres
para uma nova desova. A mudança dos filhotes para um outro aquário deve
ser feita com um certo cuidado: transfira pelo menos 50% da água do
aquário do casal na qual eles estavam, para o novo aquário, para
diminuir o choque da mudança e para auxiliar na formação da biologia
deste aquário. Os outros 50% devem ser completados com uma água sem
cloro, um pH neutro e de preferência com a mesma temperatura. Apartir
daí, devem ser feitas trocas parciais semanalmente afim de manter o bom
crescimento dos filhotes e manter a boa higiene do aquário. No fim do
primeiro mês, com os filhotes já maiores, podemos iniciar a introduzir
outros tipos de alimentação a base de flocos industrializados de alta
qualidade. Estes alimentos secos devem possuir no mínimo 40% de
proteínas em sua composição para a promoção de um bom crescimento, nesta
fase muito importante dos pequenos bandeiras que vai até os 4 meses de
idade. Outro fator importante é o número de filhotes por aquário. A
super população causa um abaixamento rápido do pH causado pelas excreção
dos peixes, portanto uma maior freqüência na troca de água deve ajudar a
manter uma água limpa e saudável. Devemos manter a proporção de no
mínimo 1 litro de água para cada peixe pequeno. Portanto se a ninhada
for grande é preciso que ela seja dividida em vários outros aquários
para não superlotarmos o mesmo, causando um atraso no crescimento dos
filhotes e o aparecimento de alguma doença provocado pela baixa
qualidade da água. A reprodução dos bandeiras é incrível mas só deve ser
tentada por aquaristas que possuam mais espaço e disponibilidade de
aquários grandes, pois do contrário, poderá ocorrer uma super população e
como conseqüência uma grande quantidade de bandeirinhas com nadadeiras
atrofiadas e corpo encruado.
Variedades de bandeira - Hoje em dia
podemos contar inúmeras variedades de bandeiras originados do bandeira
selvagem. Este acará-bandeira selvagem possui corpo prateado e quatro
barras verticais negras ao longo do corpo, uma que passa pelo olho, duas
no meio do corpo e outra sobre o pedúnculo caudal. É um exemplar muito
lindo e popular nas lojas e é chamado de bandeira comum pelos
aquaristas. Apartir deste tipo originou-se por seleção e cruzamento
estas variedade chamadas de artificias relacionadas abaixo:
A.
bandeira marmorato - corpo marmorizado de preto e branco. a. bandeira
zebra - possui uma barra negra a mais que o bandeira comum. a. bandeira
negro - corpo e nadadeiras inteiramente negro. a. bandeira ouro - corpo
amarelo dourado a. bandeira siamês - corpo acizentado, nadadeiras dorsal
e anal pretas, e região do opérculo avermelhada. a. bandeira palhaço -
corpo dourado com manchas arredondadas pretas pelo corpo. a. bandeira
fantasma - corpo branco com ou sem região do opérculo avermelhada. a.
bandeira fumaça ou bicolor - metade do corpo prateado e a metade
posterior num tom amarronzado. a. bandeira leopardo - corpo prateado
coberto de pequeninos pontos preto formando uma malha tigrada. a.
bandeira chocolate - corpo com 90% de tom marrom. a. bandeira palhaço
siamês - corpo branco com manchas arredondadas pretas e opérculo
avermelhado. a. bandeira koi - corpo do palhaço siamês com grande região
na testa de cor amarela. a. bandeira testa amarela - corpo inteiro
branco com cabeça amarelada. a. bandeira albino - corpo amarelo ou
branco com olho vermelho. É preciso notar que variedades fixas de
bandeira não passam de 8, são cores de mutações que ocorreram durante as
décadas nas reproduções com o acará bandeira e foram fixadas como uma
linhagem. As outras variedades são os resultados de hibridações entre
estas variedades.
Produção do acará-bandeira em larga escala - O
bandeira por ser um peixe ornamental muito popular e prolífero induz
muitas pessoas a reproduzi-lo em larga escala visando algum retorno
financeiro. Mas normalmente estas pessoas o fazem ou tentam fazê-lo com
base nos cálculos dos preços de varejo imaginando um certo retorno
financeiro normalmente falso. Alguns item devem ser de conhecimento do
criador que pensa em iniciar esta atividade. *O bandeira é um peixe
relativamente fácil de reprodução, mas o aquarista deve dominar
totalmente alguns aspectos como pH, dureza, temperatura, ciclo
biológico, amônia, genética, incubação artificial e o mais importante,
de doenças e tratamento. Eu como aquarista já presenciei enormes
produções falindo pelo seguinte fato: um criador pode ser eficiente na
produção de poucos peixes, mas enfrenta grandes dificuldades quando a
produção atinge altas escalas, rendendo em prejuízos catastróficos.
Portanto é preciso anteriormente calcular o quanto se quer produzir,
pois o bandeira é um peixe que necessita de muito espaço para crescer.
Para uma pessoa que more no centro da cidade grande, e que necessite de
aquários para a produção, estes cálculos são importantes. Nunca pense em
criar bandeiras em grandes escalas se você não tem onde colocar no
mínimo 100 aquários. Outro fator importante também é o da venda. É
preciso pesquisar quais atacadistas estariam dispostos a comprar seus
bandeiras e a que preço. Estas são algumas precauções e que não devem
ser consideradas como desestímulo, mas sim como aspectos da realidade
que pode impedir alguns aquaristas venham a ter frustrações futuras, e
que se devidamente superadas faz com que esse hobby continue a ser um
dos mais atraente e interessante, pois é um verdadeiro mergulho em um
mundo maravilhoso - o do aquarismo Surprised
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